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Enquanto que as plantas são constituídas essencialmente por hidratos de carbono, a estrutura do corpo tanto dos homens como dos animais é construída por proteínas. As proteínas diferem dos hidratos de carbono e das gorduras por terem na sua constituição mais um tipo de átomos - os de azoto.
As proteínas no organismo fazem parte da estrutura dos órgãos e células, das enzimas, dos transportadores, das hormonas e actuam também a nível do sistema imunitário.
As proteínas são constituídas por cadeias lineares de aminoácidos ligados entre si. Estas cadeias estão enroladas sobre si próprias criando uma estrutura no espaço específica de cada proteína, como se fosse um pedaço de cordel emaranhado. A ordem dos aminoácidos na cadeia é definida pelo código genético de cada indivíduo, estando descrita no ADN das células. Basta haver um pequeno erro na ordem destes aminoácidos que a estrutura da proteína vai ser diferente (estando o cordel emaranhado de forma diferente da que seria esperada) comprometendo a sua função. Isto é um erro genético: a fabricação de proteínas que não têm a função devida.
Para fabricar uma dada proteína têm de estar presentes todos os aminoácidos necessários para todo o processo, e o corpo humano não consegue fabricar todos os aminoácidos necessários. É por essa razão que alguns aminoácidos são essenciais na alimentação humana.
A digestão das proteínas presentes nos alimentos (carne, peixe, ovos, lacticínios...) pretende cortar as ligações entre estes aminoácidos de modo a poderem ser absorvidos um a um pelo intestino. Nunca são as proteínas que são absorvidas, mas sim os aminoácidos que as compõem. Assim, se uma proteína é deficiente num aminoácido, basta misturá-la na alimentação com outro alimento rico em proteínas que o contenham, de modo a que estejam presentes diariamente todos os aminoácidos, complementando- se para simulando a proteína perfeita.
As necessidades diárias de proteínas são bastante baixas, devendo ser calculadas multiplicando o peso do indivíduo adulto por 0,8g/kg/dia (por exemplo: 70kg x 0,8g/kg/dia = 56g/dia). Ora, uma pessoa que beba 2 canecas de leite (14g de proteína) e faça uma refeição por dia com 180g de carne (42g de proteína) já tem as necessidades de proteínas cobertas.
Alguns alimentos vegetais fornecem também proteínas, como a soja e outras leguminosas (feijão, grão, favas, ervilhas, lentilhas...), os cereais e as sementes. No entanto, estes vegetais fazem-no não só em quantidades inferiores às da carne, peixe, ovos e lacticínios, como as proteínas que fornecem não têm todos os aminoácidos. É por essa razão que a alimentação vegetariana não exige apenas cortar os alimentos de origem animal, mas também saber misturá-los para obter todos os nutrientes necessários.
Um dos maiores problemas na ingestão de alimentos fonecedores de proteínas está nos outros nutrientes que estes contêm. As carnes são muito ricas em gorduras, e as carnes provenientes de animais ruminantes são grandes fornecedores de gorduras saturadas, que elevam o risco de doenças cardiovasculares. As aves e o porco contêm as gorduras em locais visíveis e fáceis de retirar, como a pele, enquanto que as carnes de vaca, borrego e cabrito têm a gordura entre os feixes musculares, sendo impossível de limpar completamente.
As proteínas também podem ser metabolizadas pelo organismo para obter energia, caso seja necessário. Esta utilização como substrato energético ocorre quando na refeição não é acrescentada outra fonte de energia, por exemplo num prato de peixe ou carne grelhado com salada ou legumes: a redução da quantidade de hidratos de carbono e de gorduras vai desiquilibrar o metabolismo, obrigando o corpo a “queimar” as proteínas. Essas proteínas não vão ser usadas para construir corpo mas sim para fornecer energia, como se o organismo transformasse a carne (proteína) em arroz (hidratos de carbono). Ora, não só vai ficar “caro” ao organismo por não ser o procedimento desejado, mas também fica caro ao nosso bolso!
O ênfase que normalmente é colocado na ingestão de proteínas é actualmente exagerado, e remonta aos tempos em que esta era muito escassa na alimentação portuguesa. Neste momento deve-se mudar esse ênfase para o consumo de fruta e legumes, que de abundantes passaram a escassos na alimentação mais ocidentalizada.
Quais os benefícios para a saúde dos óleos vegetais?
Rico em ácidos gordos ómega 6 (ácido linoleico) e ómega 3 (ácido α-linolénico).
Consuma leite meio gordo ou magro e seus derivados e prefira as carnes mais magras, sem pele nem gorduras visíveis. As aves (peru, galinha, frango ou pato) e a carne de porco (lombo ou febras) são a opção mais saudável e com menos gordura.
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