Saber é poder. Ao ter melhor informação, terá melhor nutrição.


Durante décadas (desde 1941) as recomendações de consumo de vitaminas e minerais descritas pelas americanas RDA (Recommended Dietary Allowances) tinham como objectivo apontar as quantidades mínimas para evitar doenças. Recentemente foram publicadas pela mesma instituição (Food and Nutrition Board, Institute of Medicine) um novo conjunto de recomendações de quantidades de vitaminas e minerais a consumir diariamente, conhecidas por DRI (Dietary Reference Intakes).
Estas diferem bastante das anteriores: não só pretendem prevenir as deficiências, como promover um bom estado de saúde. O objectivo é reduzir as doenças crónicas que afectam milhões, ao mesmo tempo que pretendem evitar deficiências vitamínicas e minerais. São contempladas as diferenças entre idades, sexo, e outras características importantes como a gravidez.
Existem cerca de 40 vitaminas, minerais e outros nutrientes que o corpo necessita mas não consegue produzir em quantidades suficientes.
As RDA descrevem a quantidade média de um nutriente necessária diariamente para quase toda a população (97-98%) saudável. Estão divididas por sexo, idade, gravidez e aleitamento.
Também é descrito o nível de ingestão adequada (AI: Adequate Intake), usado quando ainda não há dados conclusivos, e o nível de ingestão máxima tolerada (UL: upper limit) para evitar consumos exagerados com efeitos secundários.
Na Europa, as Doses Diárias Recomendadas de algumas vitaminas e minerais foram estabelecidas pela Directiva 90/496/EC de 24 de Setembro de 1990.
Muitos micronutrientes interagem, como a vitamina D, que ajuda o cálcio ingerido a ser absorvido no intestino, e vitamina C que faz o mesmo ao ferro da dieta. Esta interacção nem sempre é benéfica: a mesma vitamina C inibe a assimilação do cobre, que é essencial, e um pequeno excesso de magnésio pode agravar a deficiência de ferro.
As vitaminas e os minerais são diferentes: as vitaminas são substâncias orgânicas, que podem ser destruídas por calor, ar e ácidos, enquanto os minerais são inorgânicos e mais estáveis. É por essa razão que é mais fácil que os minerais da água e dos solos passem pelas plantas, peixes, animais e líquidos para o nosso organismo, enquanto que as vitaminas sofrem mais alterações, desde o armazenamento dos alimentos até ao momento em que são consumidos, passando pelas preparações culinárias e/ou processamento.
As vitaminas encontram-se divididas em dois grupos:
As vitaminas hidrossolúveis desempenham muitos papéis no organismo. Um dos mais importantes é conseguir retirar e aproveitar a energia presente nos alimentos. Várias das vitaminas do complexo B funcionam como coenzimas (ajudando a funcionar as enzimas, que são pequenas máquinas biológicas) ajudando a libertar a energia, como a tiamina, a riboflavina, a biotina e o ácido pantoténico. A vitamina B6 é essencial para o metabolismo dos aminoácidos (os tijolos das proteínas); as vitaminas B12 e ácido fólico participam na multiplicação celular e no crescimento. A vitamina C (entre outras funções) tem um papel na produção do colagénio (tendões, cicatrizes, estrutura dos vasos sanguíneos, ossos e dentes...).
As vitaminas hidrossolúveis são fornecidas nas partes aquosas dos alimentos, absorvidas para a corrente sanguínea, e circulam livremente pelo corpo, que é constituído essencialmente por água (a vitamina B6 é excepção, ficando armazenada nos músculos).
Ao contrário do que se pensa, estas vitaminas são excretadas pelos rins, mas mantêm-se no organismo por períodos de tempo variados. A maior parte das pessoas tem uma quantidade armazenada no fígado de vitamina B12 para vários anos, e mesmo a vitamina C e o ácido fólico levam alguns dias a serem excretados. Quantidades muito exageradas de alguns destes micronutrientes podem ter algum risco: a vitamina B6 em exagero pode causar danos nos nervos, com adormecimento e fraqueza muscular.
A formação dos ossos não se daria sem as vitaminas A, D, e K, três das quatro vitaminas lipossolúveis. A vitamina A é essencial para o funcionamento das células e protege a visão. Finalmente, sem a vitamina E o corpo teria dificuldade em absorver e armazenar a vitamina A, ao mesmo tempo que funciona como antioxidante ajudando a proteger as células dos efeitos nocivos de moléculas instáveis – radicais livres). Juntas, as vitaminas A, D e E mantêm a pele, pulmões, tubo digestivo, e sistema imunitário em bom estado.
Estas vitaminas não atravessam o intestino para a corrente sanguínea, como as hidrossolúveis, tendo que passar pelos canais linfáticos com as outras gorduras para depois entrar no sangue já perto do coração. Estas vitaminas dificilmente se misturam no sangue (que é aquoso) precisando de outras moléculas como transportadores. Contudo, a suplementação pode levar à acumulação até níveis tóxicos, sendo muito rara a hipervitaminose através do consumo de alimentos.
Os minerais cálcio, cloro, magnésio, fósforo, potássio, sódio e enxôfre são necessários ao bom funcionamento do organismo. Estes nutrientes e os oligoelementos são igualmente importantes, mas os minerais existem em doses maiores no corpo e são, consequentemente necessários em maiores doses na alimentação.
Uma das principais funções destas substâncias é manter o equilíbrio hidroelectrolítico, ou seja, a relação entre a água e os minerais, dentro e fora das células e nos vários espaços do corpo (sangue, articulações, intestino, etc.). A desidratação é uma situação em que este equilíbrio fica comprometido, alterando o funcionamento de todos os órgãos. O sódio, o cloro e o potássio são os grandes “equilibristas”. Os ossos são formados e mantidos com o cálcio, fósforo e magnésio, enquanto o enxôfre estabiliza a estrutura das proteínas, incluindo as que formam a pele, cabelo e unhas.
Os minerais têm metabolismos diferentes: o potássio é rapidamente absorvido para a corrente sanguínea, passeia livremente no sangue e é excretado pelos rins, como uma vitamina hidrossolúvel. Já o cálcio comporta-se como uma vitamina lipossolúvel, necessitando de um transportador para absorção e transporte. Ter um mineral em excesso pode levar à deficiência noutro: ao excretar sódio desnecessário (por consumo exagerado de sal) o corpo vai excretar desnecessariamente cálcio que seria útil. Outro exemplo é o fósforo, que em exagero diminui a absorção de magnésio. Estes desequilíbrios são raramente causados pela alimentação.
Apesar de estarem presentes no corpo em menores quantidades, os oligoelementos são tão importantes como o cálcio e o fósforo, que estão presentes em quantidades muito superiores. As suas funções são muito variadas, desde o transporte de oxigénio feito pelo ferro, à fortificação dos ossos e prevenção das cáries pelo flúor. O zinco participa na coagulação do sangue, é essencial ao paladar e olfacto, e na imunidade. O cobre forma algumas enzimas, como as que participam no metabolismo do ferro e na formação da hemoglobina. Os outros oligoelementos têm funções igualmente importantes, sendo muitas vezes essenciais para a actuação de enzimas. Estes nutrientes também interagem entre si e com os minerais, como é o caso do agravamento da deficiência em ferro pelo excesso de magnésio.
Os alimentos são fontes seguras de oligoelementos, devendo haver algum cuidado na toma de suplementos.
Novos minerais benéficos?
O organismo humano é ainda bastante desconhecido, havendo algumas indicações de que há necessidades de mais alguns minerais. O boro, níquel, silício, vanádio e arsénio podem ser importantes no funcionamento do corpo, mas não há ainda estudos suficientes que comprovem que são essenciais. Não está estabelecida a dose necessária, apenas a dose máxima por razões de segurança.
Adaptado de: "The Benefits and Risks of Vitamins and Minerals", Harvard Medical School, 2003.
Retinol, retinal, e ácido retinóico – três formas activas da vitamina A no corpo - são retinóides, a pro-vitamina A.
O beta caroteno é facilmente transformado em vitamina A quando necessário
Benefício
Quantidade recomendada diária (RDA - Recommended dietary allowance ou AI - Adequate intake)
Limite máximo diário (UL)
Boa fonte alimentar
Sabia que
Benefício
Quantidade recomendada diária (RDA - Recommended dietary allowance ou AI - Adequate intake)
Limite máximo diário (UL)
Boa fonte alimentar
Sabia que
Benefício
Quantidade recomendada diária (RDA - Recommended dietary allowance ou AI - Adequate intake)
Limite máximo diário (UL)
Boa fonte alimentar
Sabia que
Niacina (vitamina B3, ácido nicotínico)
Benefício
Quantidade recomendada diária (RDA - Recommended dietary allowance ou AI - Adequate intake)
Limite máximo diário (UL)
Boa fonte alimentar
Sabia que
Ácido Pantoténico (vitamina B5)
Benefício
Quantidade recomendada diária (RDA - Recommended dietary allowance ou AI - Adequate intake)
Limite máximo diário (UL)
Boa fonte alimentar
Sabia que
Benefício
Quantidade recomendada diária (RDA - Recommended dietary allowance ou AI - Adequate intake)
Limite máximo diário (UL)
Boa fonte alimentar
Sabia que
Benefício
Quantidade recomendada diária (RDA - Recommended dietary allowance ou AI - Adequate intake)
Limite máximo diário (UL)
Boa fonte alimentar
Sabia que
Benefício
Quantidade recomendada diária (RDA - Recommended dietary allowance ou AI - Adequate intake)
Limite máximo diário (UL)
Boa fonte alimentar
Sabia que
Benefício
Quantidade recomendada diária (RDA - Recommended dietary allowance ou AI - Adequate intake)
Limite máximo diário (UL)
Boa fonte alimentar
Sabia que
Benefício
Quantidade recomendada diária (RDA - Recommended dietary allowance ou AI - Adequate intake)
Limite máximo diário (UL)
Boa fonte alimentar
Sabia que
Benefício
Quantidade recomendada diária (RDA - Recommended dietary allowance ou AI - Adequate intake)
Limite máximo diário (UL)
Boa fonte alimentar
Sabia que
Benefício
Quantidade recomendada diária (RDA - Recommended dietary allowance ou AI - Adequate intake)
Limite máximo diário (UL)
Boa fonte alimentar
Sabia que
Benefício
Quantidade recomendada diária (RDA - Recommended dietary allowance ou AI - Adequate intake)
Limite máximo diário (UL)
Boa fonte alimentar
Sabia que
Vitamina K (filoquinona, menadiona)
Benefício
Quantidade recomendada diária (RDA - Recommended dietary allowance ou AI - Adequate intake)
Limite máximo diário (UL)
Boa fonte alimentar
Sabia que
Benefício
Quantidade recomendada diária (RDA - Recommended dietary allowance ou AI - Adequate intake)
Limite máximo diário (UL)
Boa fonte alimentar
Sabia que
Benefício
Quantidade recomendada diária (RDA - Recommended dietary allowance ou AI - Adequate intake)
Limite máximo diário (UL)
Boa fonte alimentar
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Quantidade recomendada diária (RDA - Recommended dietary allowance ou AI - Adequate intake)
Limite máximo diário (UL)
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Sabia que
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Quantidade recomendada diária (RDA - Recommended dietary allowance ou AI - Adequate intake)
Limite máximo diário (UL)
Boa fonte alimentar
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Quantidade recomendada diária (RDA - Recommended dietary allowance ou AI - Adequate intake)
Limite máximo diário (UL)
Boa fonte alimentar
Sabia que
Benefício
Quantidade recomendada diária (RDA - Recommended dietary allowance ou AI - Adequate intake)
Limite máximo diário (UL)
Boa fonte alimentar
Sabia que
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Quantidade recomendada diária (RDA - Recommended dietary allowance ou AI - Adequate intake)
Limite máximo diário (UL)
Boa fonte alimentar
Sabia que
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Quantidade recomendada diária (RDA - Recommended dietary allowance ou AI - Adequate intake)
Limite máximo diário (UL)
Boa fonte alimentar
Sabia que
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Quantidade recomendada diária (RDA - Recommended dietary allowance ou AI - Adequate intake)
Limite máximo diário (UL)
Boa fonte alimentar
Sabia que
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Quantidade recomendada diária (RDA - Recommended dietary allowance ou AI - Adequate intake)
Limite máximo diário (UL)
Boa fonte alimentar
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Quantidade recomendada diária (RDA - Recommended dietary allowance ou AI - Adequate intake)
Limite máximo diário (UL)
Boa fonte alimentar
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Quantidade recomendada diária (RDA - Recommended dietary allowance ou AI - Adequate intake)
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Quantidade recomendada diária (RDA - Recommended dietary allowance ou AI - Adequate intake)
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Boa fonte alimentar
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Benefício
Quantidade recomendada diária (RDA - Recommended dietary allowance ou AI - Adequate intake)
Limite máximo diário (UL)
Boa fonte alimentar
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Benefício
Quantidade recomendada diária (RDA - Recommended dietary allowance ou AI - Adequate intake)
Limite máximo diário (UL)
Boa fonte alimentar
Sabia que
Todos os óleos vegetais servem para fritar?
O óleo de girassol é rico em ácidos gordos essenciais omega-6 (ácido linoleico) e vitamina E, importante antioxidante.
Consuma leite meio gordo ou magro e seus derivados e prefira as carnes mais magras, sem pele nem gorduras visíveis. As aves (peru, galinha, frango ou pato) e a carne de porco (lombo ou febras) são a opção mais saudável e com menos gordura.
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